sexta-feira, 5 de julho de 2013

Fundação Calouste Gulbenkian - Próximo Futuro - Programador geral - António Pinto Ribeiro






 
 
 





 
 
 











     Inauguração das instalações no Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian 



 
 
 
 
 




2013 - Alminhas - 4 peças com dimensões variáveis - papel recortado à mão -
 Fundação Calouste Gulbenkian - Próximo Futuro
 
 
 


2013 - Alminhas - 4 peças com dimensões variáveis - papel recortado à mão -
 Fundação Calouste Gulbenkian - Próximo Futuro






 
 
 
 
 




 
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                               2013 - Alminhas - 4 peças com dimensões variáveis - papel recortado à mão -
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 Fundação Calouste Gulbenkian - Próximo Futuro

 
 
 

 
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2013 - Alminhas - 4 peças com dimensões variáveis - papel recortado à mão -
 Fundação Calouste Gulbenkian - Próximo Futuro
 
 

       Fotografias de Márcia Lessa e Mário Correia

 








ALMINHAS



Catarina Branco fundamenta e desenvolve o seu trabalho a partir da plasticidade das vivências quotidianas e do imaginário popular, estabelecendo, para esse fim, relações internas. A emoção e o uso do recorte do papel, como técnica herdada dos seus antepassados, permitiu-lhe interpretar as histórias de um povo nas suas mais diversas formas. Contrariamente, ao que seria expectável, as quatro - Alminhas - projectadas para o jardim da Gulbenkian, são uma homenagem à vida e evocam um poder invisível, misterioso, fonte de vida, meio de purificação, símbolo de felicidade e um triunfo da vida sobre a morte, segundo a artista. Apresentam-se como objectos catalisadores de energia, lugares de oração, de meditação onde poder-se-á depositar oferendas em troca de protecção e facilitar o encontro connosco próprios. As Alminhas surgem em diferentes espaços do jardim, preferencialmente em zonas com maior densidade vegetal, no meio das pequenas matas, por serem locais de repouso, de serenidade, de aparições, de revelações e de reconciliação que conduzem a uma paragem quase obrigatória e à reflexão. Na perspectiva da artista as peças transmitem luz, são espíritos bons, convidam à meditação, dão esperança e proporcionam novas oportunidades. O aspecto floral - que as peças apresentam - traduz as virtudes da alma, a perfeição espiritual, a floração, o regresso ao centro, à unidade. São tesouros, reservatórios da vida espiritual e receptáculos de influências celestes.



Catarina Branco afirma que a história diverge em dois sentidos: o coletivo - que apela para um património local; e um subjetivo - que reclama o valor da capacidade criativa. Considera, ainda, um terceiro que apela à contemporaneidade associada à globalização (nas suas mais difusas manifestações), na medida em que procura reflectir sobre as questões que se prendem com a sua identidade e, ao mesmo tempo, com culturas de outras origens. A fusão de referências permitiu-lhe diferentes leituras identitárias, mesmo quando são ficcionadas. A ficção dá-lhe liberdade criativa e torna-se num instrumento de trabalho necessário à sua criação e ao seu processo criativo. As barreiras culturais são quebradas proporcionando interligações entre diferentes e diversas identidades, visto que a sua obra não possui um carácter meramente regionalista, focalizado apenas numa determinada cultura, mesmo tendo em consideração a enorme riqueza da história popular Açoriana.



A artista elabora novas formas de expressão, por intermédio de uma perspectiva mais contemporânea através da sua capacidade de reflecção sobre outras culturas, alargando o seu saber, ao expandir-se pelo mundo, investigando e criando mapas, desenhando novos caminhos, permitindo-nos obter uma visão mais global. E, simultaneamente, valorizar, descobrir ou reinterpretar aquilo que é, ou julgamos ser, a nossa identidade. A carga espiritual que as obras possuem, e emanam, é muito poderosa e específica. Manifesta-se através de múltiplos sinais acompanhados por uma luminosidade invisível que faz a ligação comunicacional com o mundo terrestre, por intermédio do seu corpo e da materialização das formas criadas. As suas peças apresentam um aspecto místico, quase tribal, que nos remetem para poderes enigmáticos e curativos. Esta carga energética - medicinal e purificadora - possibilita o encontro entre o divino e o nosso estado mais íntimo, transportando-nos para um espaço alternativo, no qual estamos em pleno contacto com a serenidade dos jardins e com a sua densidade vegetal - originando metamorfoses botânicas e uma troca de múltiplas experiências sensoriais.

Catarina Branco realiza uma homenagem à natureza e ao exotismo das plantas vindas de outros países e que, de forma luxuriante, marcam presença no jardim da Fundação Gulbenkian, num apelo à contemplação e ao recolhimento. 




CATARINA BRANCO (1974)

Nasceu em S. Miguel, nos Açores, onde vive e trabalha. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, a artista utiliza como meio de expressão o papel nas suas dimensões mais escultóricas, sendo o recorte e a dobragem as técnicas mais utilizadas. Uma longa pesquisa sobre a história do arquipélago e, de forma mais particular, um regresso persistente às suas memórias de infância, têm estado na base da elaboração do discurso artístico da artista. A presença dos rituais religiosos e da relação com o sagrado são marca evidente e assumida nas suas criações.


As Alminhas, pequenos nichos tipicamente portugueses que se encontram nas encruzilhadas das estradas e que, na origem, são postos de oração para peregrinos, são o ponto de partida para as obras que Catarina Branco trás para os Jardins da Fundação. Utilizando os trilhos do espaço desenhado pelo Arq.º Gonçalo Ribeiro Telles, a artista procurou locais de recolhimento e de contemplação numa provocação à reflexão e à meditação.

As Alminhas que aqui vemos assemelham-se aos andores das procissões do Santíssimo ou aos Tabuleiros de Tomar. Estão adornados de referências de culto religioso, mas também de usos pagãos ou de criações artísticas. A artista faz desta forma um registo de memórias, particulares e coletivas, num esforço de materializar, num registo contemporâneo e ficcional, a história e a tradição das ilhas.


CATARINA BRANCO (1974)

Born in S. Miguel, in the Azores, where she still lives and works, she graduated in painting from the Lisbon Faculty of Fine Arts. As her means of expression, the artist deploys paper in its most sculptural dimensions with cutting and folding among her favourite techniques. Long research into the history of the Portuguese archipelago and, in a more personal fashion, a constant return to her childhood memories have underpinned the development of her artistic discourse. The presence of religious rituals and the relationship with the sacred are a clear and openly assumed characteristic of her artistic creativity.

The Alminhas (The Little Shrines/Souls), small and very traditional Portuguese niches that are found at road junctions and that were originally places for pilgrims to pray, provide the departure point for these works that Catarina Branco brings to the Foundation’s Gardens. Adopting the pathways laid out by the architect Gonçalo Ribeiro Telles, the artist sought out the places of seclusion and contemplation with the objective of nurturing reflection and meditation.

The Alminhas that we see here resemble the processional statues of Easter Week or Tomar’s Tabuleiros. They are adorned not only with references to religious worship but also pagan habits and artistic creativity. Thus, the artist proposes a type of record of past memories, both personal and collective, in an effort to render physical, in a simultaneously contemporaneous and fictional account, the history and tradition of her islands.

Elisa Santos 2013






Alminhas
Catarina Branco
Portugal

21 Jun 2013 – 29 Set 2013

Jardim Gulbenkian

Entrada livre

Catarina Branco fundamenta e desenvolve o seu trabalho, a partir da plasticidade das vivências quotidianas e do imaginário popular, estabelecendo, para esse fim, relações internas. A emoção e o uso do recorte do papel, como técnica herdada dos seus antepassados, permitiram-lhe interpretar as histórias de um povo nas suas mais diversas formas. As quatro Alminhas surgem em diferentes espaços do jardim, preferencialmente em zonas com maior densidade vegetal, no meio das pequenas matas, por serem locais de repouso, de serenidade, de aparições, de revelações e de reconciliação, que conduzem a uma paragem quase obrigatória e à reflexão.